terça-feira, 9 de junho de 2009

Jogo de corpo para alguem


Bem, acreditem sim quiserem, sempre achei besteira postar PALAVRAS em um blog... Sempre achei q a verdadeira utilidade deles seriam ser UTEIS a alguem, não q agora eu nao valorize quem escreve e tals... + em fim, um blog q li hj (pela 1° vez fiz isso rsrsrs) e uma garota bem interessante ao meu ver, claro que não serei anti-ético e não direi seu nome (SERENNA), me inspiraram a apoiar a ideia de ter PALAVRAS no meu blog, então, ai VAII...
Como universitário que sou, estudei há algumas semanas a Teoria Hipodérmica. Muito bem, o nome não é usado diariamente, mas é fácil de entender:

‘Teoria Hipodérmica, também conhecida como Teoria da Bala Mágica: segundo este modelo, uma mensagem lançada pela mídia é imediatamente aceita e espalhada entre todos os receptores, em igual proporção.’

Como ninguém espera receber um tiro, associei a palavra manipulação diretamente ao que este modelo impõe. Em meio à multidão, você é só mais um anônimo que está na mira da mensagem. Não interessa o seu discurso, não interessa o que você pensa e também não há como comprar um colete ou blindar o carro contra uma Bala Mágica. Alguma semelhança com o sentimento de quatro letras?

A hipoderme, camada mais profunda da pele, serve para proteger nosso corpo contra traumas físicos, mas pelo visto não serve para bloquear mensagens vindas de camadas mais superficiais de nossa pele e mais profundas de nosso consciente.

Não interessa o discurso: Por vezes sobra argumento pra terminar um relacionamento, o casal conversa e os diálogos preparados vêm à tona, mas basta que ele se aproxime e sinta o cheiro dela e ela sinta o calor dele para tudo isso virar um beijo. Nada mais importa, o toque dos dois se funde e ultrapassa epiderme, derme, hipoderme e deixa o cérebro dormente.

Não interessa o que você pensa: As alegrias puras e altruístas são maravilhosas, mas só quem já cedeu conhece o prazer de se render a uma tentação. Caráter e conduta não entram em questão, o que está na mesa – ou na cama, no chão, no sofá… – são as cartas de quem desistiu de jogar contra a circunstância. E mesmo com toda sorte e cautela restante, não há vencedor quando o jogo é de azar, apenas o vencido, que neste caso não é sinônimo de derrotado ou abatido.

Sem coletes e sem blindagem: Se algo assim nunca aconteceu contigo e sua carne jamais foi mais fraca do que esta relação que estabeleci entre uma teoria científica e um sentimento, não sei o que dizer. Admiro quem é dono de si mesmo, mas não sei admirar quem calcula riscos a todo o tempo e jamais soube driblar o raciocínio com um bom jogo de corpo.

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